....regressa-se a casa com paragens por caminhos que o homem cá de casa delirava em experimentar, com o veiculo adequado e os perigos pensados e visto da estrada nem parecia difícil a subida até ás ventoinhas eólicas.
Mas a subida ficou algo íngreme e ao ver tantas pedras a saltar, os pneus a derrapar, e para não assustar os miúdos só me agarrei ás pegas junto ao "tablier" e porta e fechei os olhos.
Já a descer, dizem que todos os santos ajudam, e não pareceu tão assustador, com o veiculo quase em ponto morto e bloqueios ligados.
Valeu pela paisagem, pelos sentimentos, mas não volto a repetir...digo eu, que isto de ter um homem aventureiro obriga-me a controlar os medos.
De novo em estrada paramos
na praia de São Torpes para mostrarmos ao primo como a água é quentinha, fruto da central eletrica bem atrás de nós e das refinarias envolventes (em Sines).
A parte mais quentinha junto ao paredão que envolve os tubos que fazem descargas de água de arrefecimento da central. Uma maravilha de água límpida, azul e verde, com crianças á mistura, no entanto uma maravilha envenenada de poluição.
De volta ao regresso a casa e sempre em estradas nacionais que em nada tem a ver com medidas de poupaça fruto da crise, sempre gostamos de evitar autoestradas, gostamos de conhecer caminhos, paisagens, vistas, e claro não "encher bolsos" com as portagens a valores que achamos exagerados entre diferenças de classe 1 para classe 2.
Fizemos mais uma paragem para satisfazer os estômagos na
praia do carvalhal, uma localidade tb bonita, cheia de campos verdes com arroz, segue-se Comporta e vamos direito a Alcácer do sal, adoro a ponte e o arrozal ali por baixo.
De volta a casa, cheias de cansaço mas de corações cheios e esperança de dias melhores.