....nas minhas quase idas diárias o banco lá vou ouvindo " não sei como resolver mas estou sem receber desde janeiro", o funcionário do banco lá olha com aquele olhar de compaixão mas de cansaço de tantas histórias que talvez oiça.
Na fila do supermercado, eu entre duas mulheres, e lá vou ouvindo " estás tão magra, assim desapareces"
" nem imagina com a quimioterapia do meu filho ( talvez criança) nem consigo comer".
Na padaria a miúda que atende desabafa com um senhor já de uma certa idade " sabe quanto gastei para ter um curso?... 8 mil euros e agora? agora estou aqui..."
Depois veem as queixas de quem nos deve ( que apesar de não serem muitos os devedores as dívidas é que já estão a ficar em valores que dá para desconfiar....), contam-nos os seus problemas aos quais me pergunto que não tenho que viver os problemas dos outros., vou vivendo e ouvindo que o melhor é nem ver.
À minha volta, são as dívidas e as doenças. Moro numa torre de muitos andares, há quem não pague condomínio há anos e agora fala-se em desligar os elevadores por falta de verba. Estás a ver, para quem mora nas alturas como eu, descer degraus com compras, crianças...Depois também acho que anda tudo alucinado. Este ritmo de vida também n ajuda nada.
ResponderExcluirxiiiii, pagam os outros que tentam ter tudo pago pelos outros, por aqui, zona de moradias, oiço falar que em alguns condominios á quem não pague, dizem eles, pq não têm os serviços de manutenção feitos, ou seja á conta de quem não paga condominio os que pagam sentem-se injustiçados e deixam tb de pagar, depois é ver ruas mal cuidadas.
ExcluirEu moro numa rua mais pobre e camarária e não tenho razão de queixa, só me queixo dos lotes que ainda não pagaram as infra estruturas e está tudo cheio de mato e ao abandono.
Esta crise passa muito por mentalidades e valores.
Espero que consigam resolver da melhor maneira essa situação.