segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Tempos estranhos que vivemos....

...que nos fazem ter sentimentos que não se devia de ter, a desconfiança, o receio foi o que senti ontem qd a mais nova foi á festinha de aniversário de uma colega, colega que é doida por ela, é engraçado ver o quanto até a família que não conhece a minha filha se derrete para ela por tanto ouvir falar dela.

Hora combinada e lá estou junto da mãe desta colega, uma mãe que pouca convivência tenho mas sei que é de outro país sendo a família do pai portuguesa e que o aniversário iria ser festejado na casa destes e fico ainda a saber que a casa era a 30km de onde estávamos e que esta mãe queria, com a melhor das intenções, levar a minha filha junto com outra colega, o meu coração começa a apertar, a mais nova entusiasmada e na sua forma agora independente estava a concordar, a colega chega e as cadeiras não cabiam esta mãe sugere de a minha filha por ser mais alta ir á frente, aqui o meu coração fica apertado e a mais nova tb olha para mim de forma receosa, acabo por dizer que era melhor eu leva-la, esta mãe super receosa com a ideia que eu já não a levasse lá me diz que a filha até nem dormiu só a pensar que a P iria á festinha, mas  o facto de não ir á festa nem me passou pela cabeça, nem a falta de capacidades desta mãe, mas as minhas capacidades de gerir esta situação diziam-me que era melhor ser eu a leva-la, mas havia outro problema, o local que me é quase desconhecido, acabamos por chegar lá juntamente com o pai.

No ponto de encontro, quase junto á casa tenho á espera o pai e a colega da P, depois de nos apresentar-mos e de nos convidar para tb ir-mos á festa acabei por deixar a minha filha ir no carro com um estranho, quero confiar e dar incentivo a esta independência e confiança que a mais nova está a começar a adquirir mas passa-me tantas coisas na cabeça e até o comentário do marido " então deixas assim a tua filha ir com um estranho?! ´nem parece teu, mãe galinha".

Com o crescimento sinto que não posso impedir situações, por mais que me custe, me surjam pensamentos e receios que os tempos que vivemos nos dão tenho que as deixar ir, libertarem-se de mim, sei que com a mais nova os receios surgem mas as acções acontecem de forma mais natural do que aconteciam com a mais velha, é certo que tinha uma convivência diferente com os pais da colega da mais velha mas o que sinto é que com ela aprendi a desmistificar sentimentos de mãe.

A tarde acabou por ser animada, a mais velha como filha única entre lanche e passeio á beira mar, e a mais nova cansada mas feliz já de regresso a casa, e eu a fortalecer o meu coração de mãe e a mentalizar-me para a independência delas.

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