....só pode ter sido influência do trabalho extra que aceitei no fim-de-semana, organizar uma mudança, foi giro mas achei estranho aceder a pertences pessoais ( bem pessoais) no entanto senti-me tão igual e aquela sensação "uii não devo de ser normal por guardar isto...e isto...." mas afinal á mais quem seja como eu. No entanto além do trabalho cansativo achei que não foi bem remunerado, cada vez mais quem trabalha no duro está a ficar mais mal pago e começo a achar que este tipo de trabalhadores começam a escassear.
Ora ontem, com a tarde chuvosa acabei por ter folga do trabalho ao ar livre e não é que me deu para organizar e escolher aquele armário a onde guardo muitas das coisas que quando guardo penso " á ainda vou usar um dia" mas esse dia não tem chegado e a fúria era tanta que consegui encher 4 sacos com roupas para o contentor humanitário ( bombazine já não se deve voltar a usar pois não?....e golas altas, tantas golas altas), outras que já não me lembrava, roupas de quando adolescente, reparo no quanto estão na moda ( olha as riscas), e algumas roupas para as minhas filhas ( uma das grandes razões que me faz guardar aquela peça), e o fato do casamento que ainda serve ao marido (¨,)
Já a tarde era quase noite e eu com aquela sensação boa de renovação nem sentia o cansaço, no entanto agora tenho a zona da limpeza da roupa cheia de confusão com tanta roupa para lavar, organizar, estender, e tantas outras que já estão estendidas com a esperança que aquele aspeto amarelado do tempo atenue, dizem as pessoas experientes que a chuva e o sol ajudam a branquear, como ajuda recorri ao skip pó, apesar de ter aderido ao detergente liquido nada se compara ao skip pó ainda usei um branqueador da marca Dia que foi uma surpresa bem positiva para primeira experiência.

E agora, continuo com aquela sensação de fúria e acção mas esta humidade aliada ao pó deixa-me aflita da respiração, algo que veio com a 1ª gravidez quando aos 8 meses vou para o hospital aflita com um ataque de falta de ar, voltou quando a mais nova nasceu e eu ali nas urgências rodiada de médicos e ela agarrada á minha mama visto naquela altura ser o único alimento dela e eu cheia de medicação e achar o quanto lhe estaria a fazer mal, com o tempo é algo que está controlado porque evito o que sei que me faz mal, mas esta energia que me está a consumir e não me deixa estar quieta.
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